sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Jornalismo e Entretenimento?


E ai...Vocês ja pararam pra pensar nessa relação? No que há por trás dela! Muitas coisas que nem nós mesmo sabiamos! Hehehehe...

Foi o tema do nosso semináario, onde trouxemos a Jornalista Ticiana de Castro, ela trabalha há 3 anos no Zoeira, um caderno de entretenimento do Diario do Nordeste e nos falou um pouco sobre esse mundo que parece superficial, porém há muita coisa por debaixo para se conhecer, contou um pouco sobre sua rotina e sobre tudo o mais que o tema lhe pedia, assim como, as influencias da Industria Cultural, que tem são pontos positivos e negativos sobre o jornalismo de entretenimento.




JORNALISMO E ENTRETENIMENTO


O mix entre jornalismo e entretenimento é um fato inegável. Do jornal impresso à internet, podem ser vistos os reflexos da sociedade do espetáculo. O jornalismo cada vez mais faz uso das ferramentas de persuasão, do sensacional, pois sem público o show não pode continuar. Uma certeza os veículos possuem: de uma forma ou de outra estão presentes em milhões de lares.

Neste novo período da comunicação, os produtores de mídia tentam renovar o jornalismo mesclando-o ao entretenimento. São muitas as facetas que o gênero abrange: histórias escabrosas e policiais - a exploração do velho sensacionalismo -, conteúdo esportivo, turismo, fofocas, predomínio das imagens, renovação da diagramação e a inserção sutil de merchandisings.

Parece coisa nova, mas não é. O entretenimento de longa data começou a fazer parte do jornalismo e até a se confundir com ele. A fusão iniciou-se com a população americana no começo do século XIX, por meio da imprensa de tostão (pennypress).

Mais precisamente nos Estados Unidos, no formato tablóide, o entretenimento conquistou seu primeiro espaço no jornal New York Sun, que em 1833 explorou os primeiros recursos de diversão de massa. O Sun destruiu os moldes do jornalismo da época ao falar sobre crimes, assassinatos, curiosidades e mortes que causavam sensacionalismo.
Com esta mudança, a maioria dos jornais, que eram escritos para as classes mais favorecidas, passou a atingir o público em geral. Um terço dos maiores jornais apostavam no entretenimento.



- Pitadas de entretenimento

A mistura entre jornalismo e entretenimento trouxe algumas vantagens, principalmente no ramo virtual, mas também encerra aspectos negativos.
Se analisarmos o ideal do jornalismo, podemos chegar a pensar que ele é incompatível com o objetivo da indústria cultural, que só se preocupa com o lucro e vive a serviço do espetáculo. Quando o jornalismo passa a depender do show, a busca pela verdade cai para segundo plano e a ilusão, marca do entretenimento, transfere-se à informação.

Desta forma, é difícil confiar na seriedade e autenticidade de alguns veículos, principalmente no telejornalismo. As emissoras de TV ainda transmitem algumas coberturas dignas de um telejornal, mas sua principal atração tem sido persuadir a massa e depois vendê-la aos anunciantes.

Parece que quando se fala em um jornalismo sério, ideal, sem esta mistura com o entretenimento, rema-se contra a maré, contra tudo o que o mundo da tecnologia oferece às pessoas. O jornalismo deve continuar ocupando a função mediadora da sociedade, valendo-se de seu compromisso com a verdade e objetividade. Uma pitada de entretenimento até é permitida, mas sem deixar-se levar pelo estrelato, que é passageiro.

(http://www.canaldaimprensa.com.br/canalant/debate/dsextedicao/debate01.htm)









Até mais!!


Postado Por Julia Mafran e Marília Ramos.

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